16.4.07

Entras no teu quarto e bates a porta com força. Não percebes porque te sentes tão magoado, não percebes, e isso só te faz sentir pior. Nas paredes colaste posters de bandas como The Used, Bullet For My Valentine, Avenged Sevenfold e As I Lay Dying. És um adolescente típico. Refugias-te por detrás de roupas escuras e poses violentas mas não passas de uma criança que não percebe porque tem que ser assim. Na mesinha de cabeceira tens uma moldura com uma fotografia que mostra isso mesmo: tu e essa rapariga qualquer, a fazer um gesto obsceno que a tua mãe te dizia que é feio, mas com um sorriso doce e desprotegido. Sentes saudades dela, não sentes? Ajudava-te nestas alturas... Fazias login no MSN e falavas com ela, horas a fio. Tenho pena que se tenha ido embora. Quem te impedia de fazeres o que estás prestes a fazer já não está presente. Pegas na lâmina que ainda tens guardada debaixo do colchão. Já está a ganhar ferrugem, não a usas há tanto tempo. Olhas para ela misteriosamente... com medo... curiosidade... saudade. Destapas o pulso, deixando a descoberto cicatrizes antigas que ela ajudou a sarar. Encostas-lhe a lâmina e cortas-te... tão profundamente como nunca antes tinhas feito. O sangue começa a brotar e forma uma frase: Rest In Peace Helena.

Aliviou?

15.4.07

Ele sorri enquanto passeamos pelas ruas da minha fantasia, diz palavras gentis e vive na mesma casa poeirenta que o bicho-papão que me perseguia em criança. Passamos a ponte azul, por cima do Rio de Algures. Ele vive em mim tal como eu nele, os seus olhos castanhos são espelho dos meus próprios olhos. O cabelo cai-lhe até à altura das orelhas, talvez um pouco mais, depende da direcção do vento... Na última noite que estive com ele reparei que tem um furo na orelha, além das duas argolas no lábio. É alto e magro, a pele é branca como a neve. Tem um ar misterioso... exótico.
Naquele dia de que me lembro tão bem estávamos a ir para o ensaio da banda. Ele toca bateria e eu canto... É boa companhia nos dias em que me sinto tão só. Viro-me para o vazio e falo com ele.
E foi nessa primeira noite que acordei. Tinha adormecido com os phones nas orelhas, daí a banda. Sorri. Talvez ele desse um bom baterista. E adormeço outra vez...
Desta vez estamos numa sala de bilhar, ele joga, eu vejo. Gosto de passar assim as tardes com ele. Faz-me sentir mais eu e mais segura. "Gê..."
Gê, onde estás? Onde estás? Revela-te! Aparece dos meus sonhos... vem para onde te possa sentir, saí da minha mente escura. Não é lugar para ti. Vem para o meu mundo e volta a passear comigo por uma rua qualquer...

9.4.07

To Give

You're asking again, I told you before. The beautiful smile hides the troubled soul. Sad faces influence so easily, I already have enough of that inside of me. So funny... you're still around after all these years, ran away so many times always ended up here. Could not ask for a thing from you, all you gave me I afford to lose. You see... it's all too sad for me, it's too hard for me... to believe. It's too painful for me, it's so hard for me... to give. Too scared to jump, too dumb to fly. What side is stronger in this double-faced mind? I make lies all day to keep the pain away, God knows my sins are already too big to pay. Even the tears I forget the taste, maybe I should try to lick them off your face. And though I do try the best I can, you had to be me to hunderstand that.

Smile on. Hang on.
Sou rodeada por uma imensa multidão de pessoas mutiladas. Sinto-me só. A todas elas lhe foi retirada a única parte que lhes valhia. E passam por mim. Sem trocar uma palavra ou um simples sorriso. E lá vão, no seu negro desfile. A todas elas lhes falta a alma.
Naquele momento em que me sinto tão só, visto-me de branco e sorrio a quem passa. Mas isso apenas aumenta a minha angústia, à medida que passam por mim carregadas de olhares hostis e desconfiados. Nos seus lábios palavras ficam por dizer. Não me questionam e parecem sentir-se aliviadas ao voltarem ao seu passo habitual... apressado... metronómico... escuro.
Um novo mundo chama-me para o Infinito por detrás de todo o conhecido, tal como o sorriso inocente de uma criança a quem é dado um doce. E de repente não estou só. Alguém me sorri, do outro lado da rua. Alguém que se esconde por detrás dos seus cabelos negros como a noite. Alguém que me observa com uns olhos de um verde intenso, com um sorriso enigmático.
Não tento alcançá-lo. Finalmente posso mergulhar no doce sorriso do céu. Ninguém repara na rapariga caída na rua. Todos seguem o seu caminho.
Quanto ao anjo... nunca ninguém se apercebeu da sua presença a não ser eu.

xangelxofxsadnessx

P.S - não sei o que significa... saiu-me. E o xangelxofxdarknessx foi só para utilizar a ideia do David x)

26.3.07

Back for good... I guess.

Começo das férias escolares, fim das blogs-holidays. Acho que vou entrar no meu período de descoberta e anti-socialismo (não, não sou assim todas as férias). Desliguei o telemóvel e hoje estou no MSN nem sei por alma de quem. Tenho vindo muito à Internet, para descarregar músicas do E-mule e para ver episódios dos Emo Rangers. Ando a estudar de perto as vivências Emo. De resto vejo a Mtv2, a Fox e blábláblá desporto e o caraças... (bloody diary!).

Os assuntos escasseiam cada vez mais. Pitas... muito explorado. Emos... muito gozado (e eu gosto deles, não me vou pôr a gozar). Moda... muito inconstante.

Acho que vos podia falar do meu mais recente ídolo: Kieren Webster! :D Mas não... poupo-vos à minha insanidade mental.

Sim, mudou a hora. E o tempo está... escuro. Suponho que esteja frio. Oh, fuck off! Talvez volte em breve com melhores assuntos... talvez depois de visitar Barcelona.